EAD da Nova Escola

Com o avanço da pandemia do novo coronavírus pelo Brasil, os cidadãos tiveram que enfrentar e se adaptar a diversas mudanças em sua rotina.  A saída do escritório para o home office, para os que foi possível, e também a chegada do Ensino à Distância em muitas casas.

 

Apesar do EAD ser regulamentado há mais de 14 anos no país, o seu uso estava, durante esse tempo, direcionado, em sua maior parte, ao estudo para alunos de nível graduação e pós graduação. Ou seja, a novidade e o desafio foi direcionado ao ensino das crianças.

 

Preocupada em encontrar a solução mais assertiva, a Nova Escola, em uma ação conjunta com pais e professores, se dedicou na busca por métodos que pudessem ser mais eficazes. Através de um planejamento, foi possível desenvolver projetos para aulas mais criativas, procurando sempre maior interação dos alunos.

 

Frente a isso, é possível afirmar que durante todo o caminho de adaptação até agora, tivemos o privilégio de contar com uma equipe empenhada em trazer o melhor resultado deste trabalho remoto. 

 

Por isso, não temos dúvidas quanto à qualidade do ensino remoto executado pelos nossos profissionais. Entendemos, que, mesmo com uma possível preocupação em torno deste tipo de ensino, nós da Nova Escola conseguimos extrair o melhor desta situação.

 

Retorno seguro a Nova Escola

A pandemia do novo coronavírus chegou de surpresa e mudou a rotina de pais e filhos. Prezando pela saúde das crianças, devido ao perigo desconhecido até então, as escolas foram instruídas a iniciar um novo método de educação, através de um sistema de ensino à distância, o EAD.

 

Apesar de um começo diferente, em que as crianças tiveram que se adaptar, a escola, em uma ação conjunta com pais e professores, conseguiram desempenhar um excelente papel. Com muita dedicação de ambos, foi possível que os alunos, mesmo estando em um ambiente diferente do habitual para os estudos, executassem de forma satisfatória o seu ano letivo.

 

Há pouco tempo, com autorização do governador do estado de São Paulo, os alunos puderam, aos poucos, voltar às suas rotinas. Entendendo uma possível preocupação dos pais, nós da Nova Escola gostaríamos de reafirmar que estamos seguindo todos os protocolos de segurança estipulados pelo governo. 

 

Seguindo orientações internacionais, como as do Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), que tem como base as diretrizes da Organização Mundial de Saúde (OMS), estamos cumprindo regras como:

 

  • Evitar aglomeração nos momentos de entrada e saída de alunos, e também em intervalos e recreio;
  • Redução de turmas, com menor número de crianças em sala de aula;
  • Uso obrigatório de máscaras para crianças, professores e demais funcionários, durante todo o tempo de permanência dentro da escola;
  • Assim como a máscara, também estamos dando ênfase a importância da higienização das mãos, com uso de água e sabão ou/e álcool em gel;
  • Monitoramento de alunos e funcionários, além de orientação sobre os riscos do novo coronavírus.

 

Sabemos que, em nossas mãos, durante o período de aula, está o seu bem mais importante. Por isso, gostaríamos de nos colocar à disposição para o esclarecimento de quaisquer dúvidas.

Nova regra de trânsito. O que muda no transporte de crianças?

Não há nada que preocupe mais os pais do que manter o filho em segurança. Isso se torna ainda mais intenso quando o assunto é trânsito. Seja em uma ida para a escola, um passeio de final de semana ou até uma viagem mais longa, manter as crianças seguras é imprescindível.

 

Por isso, o transporte de crianças é um assunto que está sempre em discussão. Isso porque, infelizmente, há alguns adultos que ainda insistem em não obedecer regras básicas, como o uso de equipamentos adequados.

 

Para evitar que este tipo de negligência ocorra e assegurar o bem-estar de todos, o governo brasileiro anunciou que entrou em vigor, no dia 12 de abril, o Novo Código de Trânsito Brasileiro. 

 

Dentre as novas regras aplicadas, está a “Lei da Cadeirinha”. Nela, há especificações para o transporte de crianças em veículos, principalmente acerca de adequações de equipamentos, de acordo com idade e altura dos pequenos. 

 

Segundo a nova lei, os dispositivos corretos para cada faixa etária, até os dez anos de idade, são:

 

Bebê conforto ou conversível: Este equipamento deve ser utilizado para crianças de até um ano de idade ou crianças com peso de até 13 kg.

Cadeirinha: O dispositivo deve ser usado para crianças com idade superior a um ano e inferior ou igual a quatro anos, ou crianças com peso entre 9 a 18 kg.

Assento elevação: Este é obrigatório para crianças com idade superior a quatro anos e inferior ou igual a sete anos e meio, ou crianças com até 1,45 m de altura e peso entre 15 a 36 kg.

Cinto de segurança: Toda criança a partir de sete anos e meio deve utilizar o cinto de segurança.

Já para chegar no tão sonhado – por elas –  banco dianteiro, a criança deve ter uma altura mínima de 1,45 e a partir de 10 anos completos.  

Para os condutores que não obedecerem as novas regras, a sanção será uma multa de R$ 293,47 e 7 pontos na CNH, considerada então uma infração gravíssima.

Em entrevista coletiva, Frederico Carneiro, diretor-geral do Departamento Nacional de Trânsito, traz que “Aquele pai que quiser trazer mais segurança à criança e utilizar esse dispositivo (assento elevação) não é proibido. Respeita isso, de quatro a sete anos e meio o uso do assento de elevação. De sete anos e meio em diante é dispensado o assento de elevação, somente com o (uso do) cinto de segurança”.

 

É importante ressaltar que a exigência não será aplicada a condutores de veículos de aplicativos ou táxis, durante o horário de trabalho. 

 

“Que lindo seu desenho! É um elefante?”, “Não, pai! É um pirata!”.
Você que é pai ou mãe com certeza já deve ter passado por alguma situação parecida com essa. Brincadeiras à parte, o desenho é o primeiro contato da criança com a arte. Através dele, os pequenos começam a desenvolver habilidades importantes para o seu futuro, como as psicomotoras.

Mesmo que um adulto muitas vezes não entenda muito bem o que o ‘rabisco’ feito pelo seu filho, irmão ou sobrinho, para a criança, ele representa a percepção dela sobre o mundo, de si mesma e dos outros.

É comum, por exemplo, que logo aos quatro anos de idade, a criança comece a desenhar casas, árvores, figuras humanas, que muitas vezes são irreconhecíveis aos olhos dos mais velhos, e também o famoso sol.

Assim como a leitura, o desenho é importante para o desenvolvimento da criatividade dos pequenos. É com este tipo de arte, que eles são estimulados e aprimoram as habilidades motoras.

Nesta fase, é essencial a participação dos pais. O estímulo pode ocorrer de maneiras variadas, como propor o uso de novas cores e formatos ou até utilizar a imaginação contando histórias que podem ser transformadas e contadas em forma de desenho.

Se você está pensando no que fazer com os papéis depois de coloridos e rabiscados, nós temos algumas sugestões. Para que ninguém perca as obras de artes feitas pelos seus pequenos, é possível:

Guardar os desenhos em pastas ou caixas com espaçadores;
Digitalizar e armazenar em sistemas de nuvens, como Google Drive ou Dropbox;
Fazer colagens com os desenhos preferidos, criando um álbum, assim como de fotos.

Pronto, agora é só você escolher o que mais te agrada e eternizar os desenhos dos seus pequenos.

A fala é uma das principais ferramentas para a interação social. Com a linguagem, é possível que os seres humanos compartilhem ideias e construam relacionamentos. Por isso, o incentivo à comunicação é de fundamental importância nos primeiros meses e anos de vida de uma criança.

Após o nascimento, os primeiros contato com a linguagem vem através dos pais e familiares. Desde bebê, as crianças são bombardeadas de estímulos sonoros e isso, faz com que elas sejam cada vez mais estimuladas a repetir as palavras ouvidas.

Diante de tanto estímulo, aos poucos, começam os ruídos e esses passam a ser palavras e essas terminam em frases completas. Estima-se que aos 21 meses de vida, os pequenos já pronunciam, em média, 100 palavras. Já aos dois anos, conseguem formar frases curtas.

Apesar de cada indivíduo ter um desenvolvimento diferente, em geral há etapas semelhantes a serem cumpridas no progresso da cada criança, de acordo com a idade. Segundo informações disponibilizadas, estima-se que:

A partir da 3 semana de vida, o bebê já entende as variações e entonação nas vozes. Com isso, ele consegue se expressar indicando quando está com fome, cólica ou até sono.

Já no quarto mês, os pequenos começam a balbuciar, como se estivessem querendo dizer algo. Mexem a boca e tentam pronunciar seus primeiros “mama”, “papa” e “au au”.

Por volta dos 12 meses, um ano, começam a sair palavras inteiras e de mais fácil entendimento. Além disso, inicia-se também a etapa de repetição, a qual a criança começa a copiar tudo o que ouve.

Até os 24 meses, ou seja, 2 anos, as crianças já formulam frases básicas, na maioria das vezes usando duas ou três palavras. Também falam de si mesmas em terceira pessoa, como “Manu (ela mesma), ama mamãe”.

Entre 3 a 4 anos, o vocabulário pode chegar a 600 palavras, possibilitando a construção de frases mais longas, com preposições e plural.

Já a partir dos 5, formulam frases mais complexas, com uso de condições e também com noção de tempo.

Para os pais que desejam estimular o desenvolvimento dos seus pequenos, aqui vão algumas dicas:

Converse sempre com o seu filho! A comunicação deve começar com o bebê ainda dentro da barriga;

Faça leituras de ao menos 15 minutos por dia. Isso irá estimular a criatividade e imaginação da criança;

Sempre que puder, cante e brinque com a criança. Assim como a leitura, isso irá ajudar no processo de desenvolvimento da criatividade e imaginação.

O desenvolvimento motor infantil

O desenvolvimento motor infantil é um processo contínuo que começa logo na concepção do bebê. É através dele que serão desenvolvidas habilidades motoras fundamentais para o futuro de cada criança. Desde sua respiração até o andar, comer e falar.

As transformações e habilidades mais importantes para o desenvolvimento das crianças ocorrem na primeira infância, ou seja, desde o nascimento até os 5, 7 anos de idade. É durante esse processo que movimentos locomotores, habilidades de tempo e espaço, serão aperfeiçoados.

Para entender melhor cada processo, as fases do desenvolvimento infantil foram divididas em três: Inicial, Elementar e Madura.

Inicial

Esta primeira etapa abrange o desenvolvimento do segundo ao terceiro ano de vida. Em seu primeiro ano, a criança irá começar a ter estabilidade na postura sentada, domínios sobre os movimentos rotacionais, além de engatinhar e possivelmente andar. Já no segundo, a criança é capaz de levantar sozinho, caminhar sem apoio e começa a melhorar o equilíbrio.

Elementar

Na fase elementar o pequeno, que tem entre 4 a 5 anos, já é capaz de dominar diversas habilidades básicas, envolvendo controle e coordenação rítmica dos movimentos. É possível que o desenvolvimento motor infantil de algumas crianças se estabilize nesta fase e não passe para o estágio maduro. Porém isso não irá interferir de forma significativa no seu desempenho.

Madura

Na etapa madura o desenvolvimento motor infantil é caracterizado como mecanicamente coordenado e de execução controlada.

É importante lembrar que cada criança tem um processo de transição diferente, que depende de diversos fatores como maturação do sistema nervoso, biologia, comportamento e ambiente. Por isso, é indispensável o acompanhamento médico desde o nascimento e também o estímulo dos pais.

A escola também é um dos grandes aliados nesse desenvolvimento. Na Nova Escola, por exemplo, é utilizada como filosofia de ensino a abordagem Pikler. Esta filosofia traz que cada criança deve ter um tratamento de acordo com sua necessidade e tempo de transição entre uma fase de desenvolvimento e outra. Ou seja, sua individualidade deve ser respeitada.

Além disso, dentro da abordagem, existem alguns conceitos que norteiam sua filosofia, dentre eles estão:

Movimento livre

É importante que a criança não seja forçada a situações às quais não se sente confortável. É preciso incentivar o movimento, a descoberta do próprio corpo, mas sempre respeitando seu tempo para cada etapa.

O tempo da criança

Sabemos que cada novo movimento é muito comemorado pelos pais, mas é preciso paciência. A criança irá desenvolver cada processo no seu tempo. Irá rolar, engatinhar e andar quando o seu corpo estiver pronto. Lembre-se de sempre incentivar, mas cada movimento depende também da segurança do pequeno.

Autonomia

Como já citamos várias vezes, o incentivo dos pais é de extrema importância. É indispensável porém que a criança descubra sozinha seus limites, capacidade e até ambientes. Nesta fase da vida tudo é aprendizado, principalmente para os bebês.

Existem alguns recursos, baseados na abordagem Pikler, que podem auxiliar nesse desenvolvimento. Tapetes e brinquedos são alguns dos exemplos.

Converse com a criança

A comunicação entre adultos e bebês ajuda no desenvolvimento das crianças. Apesar de possivelmente não entenderem tudo que é falado com elas, isso ajuda no estímulo de compreensão, além da criação de um vínculo e confiança entre pais e filhos.

A importância do incentivo à leitura na infância

A leitura é um hábito importante para a construção de uma sociedade e deve ser incentivada ainda na infância. É através das palavras que os pequenos começam a exercitar a imaginação e criatividade, aumentar o vocabulário, desenvolver uma visão crítica e a capacidade de argumentação.
E claro, melhoram a comunicação de forma geral.

De acordo com a escritora e professora Lucília do Carmo Garcez, a leitura é fundamental para o desenvolvimento do ser humano. Lucília, que também é Doutora em linguística aplicada, reforça a importância da leitura com a participação dos pais e da escola no processo de incentivo ao hábito.

Segundo um levantamento realizado pelo Instituto Pró-Livro, em parceria com o Itaú Cultural, o brasileiro está atualmente menos interessado no hábito de leitura. O percentual de leitores assíduos que era de 56% em 2015, caiu para 52% em 2020. Apesar de não parecer um número favorável, há um dado que indica que essa situação pode mudar no futuro. Isso porque, segundo a pesquisa, os maiores leitores não são adultos, mas sim crianças e adolescentes. Cerca de 42% dos leitores mais assíduos tem de 11 a 13 anos e 40% entre 5 e 10 anos.

Para que esse número volte a crescer, é preciso entender os déficits e colocar em prática algumas formas de incentivo. Para entender melhor, trouxemos algumas práticas que podem ajudar no desenvolvimento desse processo.

Eletrônicos podem ser aliados

Embora os eletrônicos sejam vistos de forma negativa por muitos, eles podem ser a porta de entrada para o incentivo à prática da leitura. Isso porque, a nova geração já está habituada ao uso de celulares e tablets. Por isso, tanto na escola quanto em casa, a utilização dos livros digitais pode ser uma opção para uma aprendizagem de forma mais dinâmica e interativa.

Estímulo em casa

Os pais são os primeiros exemplos dos filhos. É através deles que muitos novos hábitos, como alimentação e incentivo à leitura, se formam. Uma dica para os pais é, sempre que possível, separar alguns minutos do dia para fazer uma leitura com os filhos. Isso irá criar não só um hábito de leitura, mas também um vínculo e memórias importantes.

Opte por livros que despertem interesse nas crianças

É indispensável que os livros oferecidos para a criança sejam de interesse dela. Independente da idade, é importante descobrir o que mais desperta atenção. Histórias clássicas, fábulas, contos, histórias interativas e até quadrinhos podem ser utilizados.

A metodologia de Emmi Pikler

Se trata de uma abordagem que promove o desenvolvimento infantil através dos princípios de valorização entre o cuidador e o bebê. Isso acontece através do respeito as suas características, a liberdade de movimento, brincar ao ar livre e respeito ao tempo e espaço, sendo tudo isso necessário para seu desenvolvimento. É possível identificar quatro dimensões presentes nesse conteúdo, que nos ajudam a entender essa relação, começando pela terra que se trata de uma dimensão física, material, representada pelo imóvel, pelas instalações e equipamentos utilizados. Pode ser observada na organização do espaço físico para o banho, para a alimentação, o brincar e o sono. O ambiente precisa ser amplo o bastante para que os bebês tenham espaço para se movimentar livremente desenvolvendo suas capacidades motoras enquanto brincam. Os espaços devem ser aconchegantes e seguros (cercados) e o piso quente, para que as crianças se locomovam com liberdade e possam interagir com seus pares.

A partir de 3 meses, os bebês ficam nos berços apenas enquanto dormem ou repousam. Quando despertos, ficam na sala ou ao ar livre, rodeados de objetos simples e variados, com os quais possam brincar de maneira autônoma. É preciso que os brinquedos estejam a uma distância acessível para que eles possam alcançá-los com as suas mãos. Eles não devem estar suspensos ou fixados. O educador organiza e transforma o espaço para facilitar uma atividade variada, sempre iniciada pela própria criança, sem interferir diretamente em suas brincadeiras ou em seus movimentos. As roupas utilizadas pelos bebês devem ser confortáveis facilitando os movimentos.

A alimentação é oferecida individualmente em um espaço reservado, enquanto a criança ainda não se senta sozinha, ela será alimentada no colo do(a) educador(a). Depois que a criança passa a se sentar sozinha, ela será acomodada em uma mesa e cadeira fixa. E só depois de aprender a se alimentar sozinha, ela irá passar a se alimentar junto com os seus pares, sentada a uma mesa.

A saúde física dos bebês e crianças recebe uma atenção especial, pois é a base necessária para o pleno desenvolvimento infantil.

A Segunda dimensão na Abordagem Pikleriana é representada pelo elemento água que significa os processos que fluem diariamente no tempo, isto é, a metodologia de cuidados, a técnica e procedimentos utilizados nos cuidados diários, no banho, na troca de fraldas, na alimentação e no preparo para o sono. Cabe ao cuidador estabelecer uma rotina que respeite o ritmo individual da criança, ao mesmo tempo em que lhe dá continência, segurança afetiva e garanta um desenvolvimento físico saudável. Quando se estabelece horário para o banho, para as refeições, para o sono, a criança se acostuma com este ritmo, sentindo-se mais segura, isso proporciona segurança e confiança ao bebê e tranquilidade para o cuidador.

O banho deve ser preparado com antecedência, deixando todo o material necessário disponível e organizado, esta preparação também faz parte da rotina. Na Abordagem Emmi Pikler há uma técnica específica de banho que começa no trocador com algodão e óleo. Todo o corpo do bebê é limpo primeiro com óleo, depois com uma luva macia o bebê é ensaboado e posteriormente colocado na banheira para se retirar o sabão. A educadora volta para o trocador com o bebê para enxugá-lo e vesti-lo.

Cabe a educadora fazer anotações sobre o desenvolvimento de cada criança, observando o desenvolvimento motor, intelectual, da fala e as atitudes durante os cuidados, estas anotações diárias podem ser analisadas posteriormente.

O número e o ritmo das reuniões com os pais também fazem parte desta dimensão, faz parte dos processos realizados dentro da instituição ou escola.

A terceira dimensão na Abordagem Pikleriana é representada pelo elemento ar que trata da atmosfera das relações.

Os gregos tinham duas palavras para designar o tempo, uma era Cronos (o senhor do tempo), o tempo cronológico medido pelo relógio, o tempo quantitativo; e o outra era Kairós, o tempo vivido, o tempo das relações, o tempo qualitativo.

A valorização do cuidado, a atenção e o tempo necessário para desenvolver vínculos saudáveis e de confiança entre os bebês e os adultos.

Ao nascer o bebê ainda se sente parte da mãe, não tem noção da sua individualidade e precisa de um adulto de referência que garanta a sua sobrevivência e valorize a sua existência dando a ele um nome e oferecendo os cuidados adequados. Deste modo, ele pode formar através dos seus sentidos e do seu desenvolvimento motor uma primeira imagem de si mesmo, conquistando a possibilidade de identificar-se como um ser diferente da mãe ou cuidadora, um indivíduo.

É durante os cuidados cotidianos que a mãe ou o cuidador se relaciona com o bebê. Tem início um diálogo através de sinais não verbais, por parte do bebê, que estabelece contato visual e respostas através de gestos, relaxamento ou tensão a cada ação ou estímulo recebido.

O adulto informando o que será feito durante os cuidados e buscando uma resposta a cada interação estará convidando o bebê a participar. Estimulando a autonomia desde muito cedo contando sempre com a participação possível do bebê em cada fase. Ajudando na formação da sua consciência corporal ao nomear as partes do corpo do bebê que forem tocadas. E colaborando para a compreensão e aquisição da fala.

É o contato entre o adulto e a criança que proporciona a aprendizagem da cultura e desenvolve a capacidade de se relacionar, a socialização.

“Como é diferente a imagem do mundo que uma criança recebe quando mãos silenciosas, pacientes, cuidadosas e ainda seguras e resolutas cuidam dela; e como diferente o mundo parece ser quando estas mãos são impacientes, rudes, apressadas, inquietas e nervosas.” Emmi Pikler.

O Sol trata da identidade essencial da abordagem que aquece e fortifica, dando sentido e significado a todas as outras dimensões.

A Abordagem Pikler-Lóczy tem como um dos seus valores fundamentais o profundo respeito pela individualidade humana e o reconhecimento de que “toda criança é boa e competente”.

Sua missão é promover o desenvolvimento motor, cognitivo, emocional, social e ético; o pleno desenvolvimento infantil.

Enfim a terra significa os espaços físicos, materiais e equipamentos necessários para o desenvolvimento da abordagem, são a base necessária, o leito do rio em que a água corre. A água são os processos (banho, troca de fraldas, alimentação e sono) que fluem, organizados ritmicamente no tempo. O ar é a atmosfera, a disposição, o envolvimento, a presença e a atenção com que as atividades são desenvolvidas formando o ambiente das relações entre todos os presentes na instituição. E o sol (o fogo) é o que dá sentido e significado ao trabalho realizado, a visão que se tem da criança e a compreensão do desenvolvimento humano que é confirmada e retroalimentada pela própria atuação, através dos resultados positivos do trabalho realizado.

 

O Brincar na Educação Infantil

O Brincar é um momento muito importante dentro da rotina das escolas de Educação Infantil e deve ser levado a sério.

Quando a criança brinca se desenvolve fisicamente, emocionalmente, cognitivamente, socialmente e culturalmente.

As trocas que acontecem entre as crianças ou entre crianças e adultos possibilitam o desenvolvimento das relações e aprendizagem.

O brincar pode ser livre ou dirigido.

O brincar livre e o faz de conta propiciam que a criança solte sua imaginação e reproduza situações do seu cotidiano ou crie situações novas como por exemplo: brincar de casinha, de ser a professora, de escritório etc.

O brincar dirigido poderá ser conduzido por um adulto ou outra criança. Se direcionado pelo adulto poderá ter vários objetivos que serão alcançados, como por exemplo, a amarelinha ou boliche para explorar a matemática, a brincadeira de corda para trabalhar canções, parlendas, o desenvolvimento da coordenação motora e etc.

Todas as escolas precisam se conscientizar e propiciar muitos momentos de brincadeiras para os seus alunos, pois é na escola que estão as verdadeiras oportunidades de desenvolvimento do aluno neste maravilhoso grupo social.

Francine H. Oliveira – Psicopedagoga

Hábitos saudáveis na infância

Somos reflexo do tempo, em relação à alimentação não é diferente: bons hábitos devem ser iniciados desde cedo para evitar problemas futuros.

Há coisas na vida que devemos começar desde cedo.  Bons hábitos alimentares, por exemplo, é de essencial importância para o desenvolvimento sadio de uma criança até o decorrer de sua fase adulta. É justamente nesse período que muitos problemas futuros podem ser evitados e, por isso, atente-se à alimentação dos seus filhos desde bebês!

Quando crianças, nosso metabolismo é mais rápido por causa do crescimento e temos muito mais massa magra, contudo, o volume de células de gordura do corpo já se desenvolve na infância, ou seja, se cuidarmos da alimentação desde pequenos, as chances deles se desenvolverem de forma mais saudável aumentam.

Uma alimentação equilibrada na infância e adolescência tem a capacidade de oferecer os nutrientes necessários para o desenvolvimento e crescimento saudável, além de atuar de forma decisiva na prevenção doenças como obesidade, colesterol, entre outras, tão comuns atualmente, inclusive nessa faixa etária.

Crianças que comem produtos ricos em gordura saturada (biscoitos recheados, salgadinhos) têm maior chance de desenvolver obesidade infantil, aumento de colesterol sanguíneo e aumento dos triglicerídeos. Consumo freqüente de corantes artificiais pode favorecer risco de alergias ou hipersensibilidades alimentares com sintomas gastrointestinais, dermatites, urticárias, asma. Os produtos ricos em açúcares favorecem o aumento de glicose no sangue levando ao risco de diabetes.

Outro grande problema é que as atividades de lazer tornaram-se passivas. As crianças substituíram as brincadeiras de bola, corda, pipa, por atividades predominantemente sedentárias, influenciadas pela tecnologia que disponibiliza no mercado uma gama de eletrônicos, que despertam o interesse maciço entre as crianças de todas as idades e classes sociais.

Lembre-se que os hábitos devem ser adquiridos de uma forma positiva e através do exemplo. Assim, papais e mamães, não se esqueçam de dar o exemplo aos seus filhos, nunca é tarde para começar fazendo mudanças nos seus estilos de vida.

“Cuidar da alimentação precocemente é um verdadeiro investimento num futuro tranqüilo e pleno.”

Fabiana Bianchi Rodrigues Nutricionista – CRN3 31557